APRENDENDO MELHOR

APRENDENDO MELHOR

Quando você aprender melhor? Como sabe quando isso acontece? Que resultados no seu desempenho podem ser notados?

Estou sempre aprendendo; isso porque meu cérebro, como o de cada uma de nós, não pode evitá-lo (Tokuhama Espinosa, 2014), mas atinjo meu ápice quando os fatores protetivos nos quais me encontro são realçados. Assim, do ponto de vista do eu, sei que estou aprendendo quando coloco em prova minha habilidade de resolver problemas, o que acontece quando enfrento desafios e consigo um feeback imediato sobre como me sai. Eu também me sinto recompensada pela experiência de aprendizado quando sinto que tenho competência naquilo que aprendi, seja um conteúdo em cuja aula entendi tudinho, ou uma instrução que pude dar com sucesso (Bransford et al, 2000). É sobre essa base que um senso de autopercepção sólido vem à tona e nesse momento eu mesma me ‘dou um tapinha nas costas’, o que me faz ficar mais motivada a continuar a aprender.

Outro fator protetivo que impulsiona meu aprendizado é quando me sinto conscientemente liberada para aprender. E isso acontece quando me encontro em harmonia com aqueles que são centrais para minha vida. Quando minha mente NÃO está cheia de preocupações afetivas ou externas (dinheiro, prazos, etc.), sinto que tenho ‘mais espaço’ para guardar as informações necessárias e processá-las melhor para realmente aprender. Minha memória de trabalho sente diretamente os benefícios do sucesso de minhas habilidades interpessoais (Beridini & Smith, 2012).

O fato de ter nascido e me criado em um país em desenvolvimento, onde vivemos toda sorte de situações e apertos, me deu lastro e experiência com fatores que promovem a resiliência. Sei que se aprende melhor em ambientes propícios (Masten & Obradovic, 2006) e isso fica mais patente ainda em lugares e contextos onde as comunidades não estão cientes de seu poder em promover e sustentar o aprendizado. O fato de estar rodeada por colegas, de receber feedback e de refletir sobre meu aprendizado me dá uma bússola pela qual posso ver o direcionamento do meu desempenho para obter melhores resultados.

 


Referências

Beridini, J. & Smith, G. (2012). Risk and protective factors for mental illness [in teenagers]. (2:57 minutes). Link

Bransford, John D, Brown, Ann L., (Ed.) (2000). How People Learn: Brain, Mind, Experience, and School. Expanded Edition. Washington, D.C.: National Academy Press.

Masten, A. S., & Obradović, J. (2006). Competence and resilience in development. Annals of the New York Academy of Sciences, 1094(1), 13-27.

Tokuhama-Espinosa, T. (2014). Making Classrooms Better: 50 Practical Applications of Mind, Brain, and Education Science. New York: W.W. Norton & Company.

 

1 Comentário

  1. marcia moraes disse:

    Realmente.,
    Como estudante ., analisando esta matèria .
    é assim que me sinto.
    estou aprendendo melhor , sem esforço
    com prazer ..
    me sentindo capaz e querendo cada vez mais ir mais longe
    e sem ansiedade .
    feliz por isto.muito feliz..

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