DISFLUÊNCIA COGNITIVA

DISFLUÊNCIA COGNITIVA

É a lentificação de um processo cognitivo através da introdução de dificuldades para o processamento. Essas dificuldades desejáveis fazem com a o conteúdo a ser memorizado seja revisado, relembrado e melhor processado. Dessa forma, a aparente lentificação contribui para a eficiência do aprendizado (Bjork, 1994).

O conceito de disfluência cognitiva tem grande potencial para auxiliar na aprendizagem quando entendido como sinônimo de dificuldades desejáveis (Kuhl & Eitel, 2016), pois torna o armazenamento de informações mais árduo. Isso se dá pela interferência no processamento perceptivo do elemento a ser armazenado na memória, o que leva a um processamento adicional, de carga cognitiva alta e que, por consequência, acaba por reforçar as representações visuais, semânticas e acústicas (Yue, Castel & Bjork, 2013) desse elemento em nossa memória.

Ao contrário do que se imagina, a fluência, ou rapidez no processamento das informações, não significa que essas sejam armazenadas mais facilmente em nossa memória. Para qualquer aprendizado, novas memórias precisam ser revistas, relembradas e constantemente evocadas para que as informações presentes na memória de trabalho possam ser transferidas para a memorio de longo prazo, que define a aprendizagem.


Referências

Bjork, R. A. (1994). Memory and metamemory considerations in the training of human beings. In J. E. Metcalfe & A. P. Shimamura (Eds.), Metacognition: Knowing about knowing (pp. 185–205). Boston: The MIT Press.

Bjork, R. A., Dunlosky, J., & Kornell, N. (2013). Self-regulated learning: Beliefs, techniques, and illusions. Annual Review of Psychology, 64, 417-444. doi:10.1146/annurev-psych- 113011-143823

Kühl, T., & Eitel, A. (2016). Effects of disfluency on cognitive and metacognitive processes and outcomes. Metacognition and Learning, 11(1), 1-13.

Yue, C. L., Castel, A. D., & Bjork, R. A. (2013). When disfluency is—and is not—a desirable difficulty: The influence of typeface clarity on metacognitive judgments and memory. Memory & Cognition, 41(2), 229-241.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Selecione Idioma