MEMÓRIA DE TRABALHO

MEMÓRIA DE TRABALHO

É a quantidade limitada de informações que conseguimos reter temporariamente para a realização de atividades imediatas. Ela precisa ser constantemente repetida ou ensaiada para ser conservada. (Bear et al, 2008) e tem como características uma capacidade limitada de armazenamento, uma representação semântica e uma curta duração.

Essa nomenclatura para a memória de curto prazo que se mantém ativa foi cunhada por Baddleley e Hitch (1974) e corresponde ao conceito de memória operacional. Compõem-se de quatro elementos: o executivo central, responsável pela atenção, seleção e alocação dos recursos cognitivos; a alça fonológica, que responde pelo processamento verbal; o esboço visuo-espacial, relativo à manipulação visual e espacial dos elementos gravados na memória e o retentor episódico, que armazena essas informações (Uehara & Landeira-Fernandeza, 2010).

A capacidade da memória de trabalha varia individualmente porque associa as informações novas ao conhecimento prévio que é diferente para cada pessoa (Myers, 2010). Ainda não se tem instrumentos precisos para a medição da capacidade da memória, mas sabe-se que sua deficiência tem graves implicações para aprendizagem, o raciocínio e a compreensão da linguagem, contribuindo, portanto, de forma decisiva para a aprendizagem formal (Alloway, 2006).

 


Referências

Alloway, T. P. (2006). How does working memory work in the classroom? Educational Research and reviews, 1(4), 134.

Baddeley, A. D., & Hitch, G. (1974). Working memory. Psychology of learning and motivation, 8, 47-89.

Baddeley, A. (2003). Working memory: looking back and looking forward. Nature reviews neuroscience, 4(10), 829-839.

Bear, M. F., Connors, B. W., & Paradiso, M. A. (2008). Neurociências: desvendando o sistema nervoso. Artmed Editora.

Myers, D. G. (2010). Psicologia geral.  9ª. Edição. LTC Editora

Uehara, E., & Landeira-Fernandeza, J. (2010). Um panorama sobre o desenvolvimento da memória de trabalho e seus prejuízos no aprendizado escolar. Ciências & Cognição, 15(2), 31-41.

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